Comparação da contagem de granulócitos obtida pelo ABX Micros ES60 e da contagem de neutrófilos obtida por um analisador diferencial de 5 partes.

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A. Roderick: Departamento de Hematologia, Hospital Universitário do País de Gales, Cardiff, Reino Unido
S. Davies: HORIBA Medical, Northampton, Reino Unido
M. Campbell: HORIBA Medical, Northampton, Reino Unido

Analisador hematológico HORIBA Medical ABX Micros ES60

Objetivo

O objetivo do estudo é estabelecer que a contagem de granulócitos de um analisador diferencial de 3 partes apresenta boa correlação quando comparada à contagem de neutrófilos de um analisador diferencial de 5 partes, na ausência de sinalização específica.

Objetivos

A contagem de neutrófilos é um parâmetro importante para determinar os resultados do tratamento, especialmente em relação à quimioterapia, tanto para pacientes oncológicos quanto hematológicos, e também para algumas outras terapias medicamentosas, como a clozapina. Está se tornando cada vez mais comum tomar essas decisões utilizando testes no local de atendimento (POCT, na sigla em inglês) para alcançar maior eficiência e melhorar o fluxo de pacientes.

O analisador ABX Micros ES60, fabricado HORIBA Medical oferece hemograma completo rápido, com padrão laboratorial e diferencial de 3 partes. Aliado à sua facilidade de uso, tamanho compacto e conformidade com as normas da CPA, ele se integra perfeitamente ao ambiente de testes no ponto de atendimento (POCT).

O ABX Micros ES60 produz uma contagem de granulócitos, composta por neutrófilos, eosinófilos e basófilos, como parte da impedância diferencial de 3 partes. Os neutrófilos representam mais de 95% da população de granulócitos e, portanto, a contagem de granulócitos do ABX Micros ES60 deve apresentar boa correlação com a contagem de neutrófilos de um analisador diferencial de 5 partes, desde que não haja alertas indicando níveis elevados de eosinófilos ou basófilos. Um estudo foi realizado para examinar a correlação entre a contagem de neutrófilos de um analisador diferencial de 5 partes e a contagem de granulócitos do ABX Micros ES60.

Métodos

Um estudo com 160 amostras (100 sem sinalizadores relacionados a granulócitos e 60 com sinalizadores específicos), com menos de 4 horas de idade, foi realizado utilizando um analisador diferencial de 3 partes (ABX Micros ES60, HORIBA Medical). Essas amostras foram então processadas em duplicata utilizando um analisador diferencial de 5 partes (ABX Pentra DX120, HORIBA Medical) e os resultados foram comparados.

As amostras anormais foram classificadas em três categorias, apresentando indicadores relacionados aos granulócitos:

Amostras com sinalizadores G1 e/ou G2– Indicando eosinofilia, mielócitos ou neutrófilos em bastonete.

Amostras com sinalizadores G1 e/ou G2 mais M2– Indicando mielócitos, basofilia.

Amostras com a etiqueta G3– Indicando metamielócitos, muitos tipos de células grandes imaturas.

Os resultados foram comparados por meio de correlação.

 

Resultados

Amostras sem indicadores relacionados a granulócitos

As amostras sem as sinalizações relacionadas aos granulócitos mostraram excelente correlação entre a contagem de neutrófilos no analisador diferencial de 5 partes e a contagem de granulócitos no analisador diferencial de 3 partes (R = 0,995 n=100).
O WBC também apresentou excelente correlação entre os dois sistemas (R = 0,997).

Contagem absoluta de neutrófilos (sem sinalização)

Contagem absoluta de neutrófilos (sem sinalização)

Amostras com indicadores G1 e/ou G2

A sinalização indica a presença de eosinofilia, mielócitos ou neutrófilos em bastonete, porém houve excelente correlação (R = 0,980 n=20) entre a contagem absoluta de neutrófilos no analisador diferencial de 5 partes e a contagem de granulócitos no analisador diferencial de 3 partes.

O WBC também apresentou excelente correlação entre os dois sistemas (R = 0,98).

Com bandeiras G1 e/ou G2

Com bandeiras G1 e/ou G2

Amostras com sinalizadores G1 e/ou G2 mais M2

A sinalização indica a presença de mielócitos ou basofilia. A correlação entre a contagem absoluta de neutrófilos no analisador diferencial de 5 partes e a contagem de granulócitos no analisador diferencial de 3 partes não foi tão boa quanto sem a sinalização M2 (R = 0,931, n = 20), apresentando vários valores discrepantes.

O WBC, no entanto, apresentou excelente correlação entre os dois sistemas (R = 0,998).

Com bandeiras G1 e/ou G2 mais M2

Com bandeiras G1 e/ou G2 mais M2

Amostras com a bandeira G3

A sinalização indica a presença de metamielócitos e muitos tipos de células imaturas grandes. A correlação foi boa (R = 0,984, n = 20) entre a contagem absoluta de neutrófilos no analisador diferencial de 5 partes e a contagem de granulócitos no analisador diferencial de 3 partes, com pouquíssimos valores discrepantes. A contagem de leucócitos também apresentou excelente correlação entre os dois sistemas (R = 0,996).

Foram observados, no entanto, casos isolados de baixa correlação, o que indica que deve-se ter cautela ao interpretar os resultados.

Com bandeira G3

Com bandeira G3

Conclusões

Esses resultados mostram uma excelente correlação (R = 0,9885) entre a contagem de granulócitos do ABX Micros ES60 e a contagem de neutrófilos do analisador diferencial de 5 partes.

Isso sugere que a contagem de granulócitos ABX Micros ES60 pode ser considerada com segurança como a contagem de neutrófilos no monitoramento terapêutico de medicamentos, desde que nenhum alarme M2 seja acionado. Deve-se ter cautela com os alertas G1, no entanto, pois estes podem ser decorrentes da ocorrência relativamente rara de eosinofilia. Um alerta adicional, L1 (que indica suspeita da presença de agregados plaquetários ou eritroblastos nucleados e não está relacionado a granulócitos), foi observado nas 100 amostras normais e não apresentou efeito na correlação com a contagem de leucócitos.

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