Em geral, os glóbulos brancos aumentam em infecções bacterianas e tendem a diminuir em infecções virais. O aumento dos glóbulos brancos em infecções bacterianas ocorre mais precocemente do que o da proteína C-reativa (PCR), mas como o intervalo de referência para a contagem de glóbulos brancos é amplo (3.300-8.600/μL) e varia de pessoa para pessoa, é possível que valores anormais não sejam necessariamente observados, dependendo dos sintomas. Portanto, em termos estritos, a comparação com o valor anterior é necessária. A PCR pode compensar essa limitação. Como a PCR tem um intervalo de referência estreito (menos de 2 mg/L*), ela é muito eficaz mesmo na primeira consulta. Normalmente, a PCR aumenta significativamente em infecções bacterianas e apenas ligeiramente em infecções virais.
Ao combinar as vantagens dos glóbulos brancos (e, se possível, da diferenciação dos glóbulos brancos) e da PCR, torna-se mais fácil compreender a patologia e também eficaz no monitoramento do progresso, como, por exemplo, se o tratamento está a correr bem.
*Referência: Nakamura Haruo et al., Valores de referência para japoneses e avaliação de risco de arteriosclerose, Exame Clínico 46(9):951-958, 2002

