
Dr. Akira Kusakari, Diretor, Pediatra
Clínica Infantil Kusakari, Grupo Shojinkai (Japão)
Sistema utilizado: Analisador hematológico
Parâmetros: Hemograma completo com 3 diferenciais e PCR (Proteína C-Reativa)
Testes por dia: 1-2
Muitas vezes, os pais não percebem que a febre e a tosse são respostas naturais de proteção contra infecções virais e bacterianas. Como resultado, podem reagir de forma exagerada e procurar atendimento em pronto-socorro, temendo que uma febre alta indique pneumonia ou meningite. Acredito que seja um papel importante do pediatra fornecer atendimento médico seguro e confiável, com explicações compreensíveis — fundamentadas na medicina evolutiva e em diagnósticos e tratamentos baseados em evidências — para ajudar a aliviar a ansiedade dos pais em relação à saúde de seus filhos.
Atendemos aproximadamente de 60 a 70 pacientes por dia, dependendo da época do ano. No início de fevereiro, quando a gripe é prevalente, podemos tratar mais de 100 pacientes em um único dia.
Realizamos exames de sangue quando a febre persiste por mais de cinco dias, quando a temperatura corporal ultrapassa 39°C, quando a causa da febre não está clara, quando há dor associada à febre e/ou quando os pais estão muito ansiosos. Em todos esses casos, que representam aproximadamente 10% dos pacientes com febre, são solicitados hemograma completo e proteína C-reativa (PCR).
Embora a maioria dos pacientes pediátricos com febre alta apresente infecções virais, realizamos hemogramas completos e exames de proteína C-reativa (PCR) na própria clínica para garantir que infecções bacterianas graves, como pneumonia, bacteremia e meningite, não sejam negligenciadas. Quando os sintomas são preocupantes, também realizamos exames bioquímicos (proteínas totais, albumina, bilirrubina total, AST, ALT, LDH, ureia, creatinina, fósforo inorgânico, cálcio, sódio, potássio e cloreto) utilizando amostras de sangue venoso.
Em crianças não vacinadas com menos de três anos de idade, coletamos uma pequena amostra de sangue da ponta do dedo para medir o hemograma completo e a proteína C-reativa (PCR), seguindo então o protocolo para identificar a causa da febre. Se houver suspeita de infecção bacteriana — principalmente quando os níveis de leucócitos (especialmente granulócitos) e PCR estiverem elevados — administramos antibióticos por infusão intravenosa.
Fonte: Nishimura, R. Febre de origem desconhecida e bacteremia.Píxide Clínica Pediátrica: Síndrome do Resfriado Comum e Complicações. Nakashima Shobo, pp. 176–179, 2010.
Analisador hematológico
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