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Quando uma trombocitopenia aparentemente grave é causada por agregação plaquetária em vez de uma queda real nas plaquetas circulantes.
Um homem de 69 anos apresentava contagem de plaquetas de 41 x 10^9/L e hemoglobina de 9,0 g/dL. O resultado automatizado parecia indicar trombocitopenia grave.
| Leucócitos 15,1 x 10⁹ /L | MCV 90,0 fL |
| RBC 2,85 x 10 12 /L | MCH 31,6 pág. |
| HGB 90 g/L | MCHC 350 g/L |
| HCT 0,257 L/L | PLT 41 x 10 9 /L |
| Paciente: Masculino, 69 anos |
| Plaquetas: 41 x 10^9/L |
| Esfregaço sanguíneo: extensa agregação plaquetária. |
| Interpretação: Pseudotrombocitopenia |
| Ação: Verificar a presença de coágulos e repetir o procedimento com citrato. |
Contagem diferencial: neutrófilos 76,1%, linfócitos 7,1%, monócitos 5,1%, eosinófilos 0,0% e basófilos 0,0%.
Na inspeção manual, observou-se extensa agregação plaquetária. A aparente baixa contagem de plaquetas foi, portanto, interpretada como trombocitopenia falsa causada pela aglomeração plaquetária. Grandes agregados também podem interferir em outras medições do analisador.
Ação recomendada
Inspecione a amostra para verificar a presença de coágulos e solicite uma nova amostra de citrato preenchida corretamente para análise repetida imediata, seguindo o procedimento validado do laboratório.
Exemplo de células
Por que a contagem de plaquetas pode apresentar um resultado falsamente baixo?
Quando as plaquetas formam agregados, um analisador automatizado pode excluir o aglomerado, classificá-lo incorretamente ou gerar um alerta de aglomerado plaquetário. A contagem relatada pode, portanto, ser substancialmente menor do que a contagem real de plaquetas em circulação. Esse fenômeno in vitro é conhecido como pseudotrombocitopenia.
Mensagem principal: Nunca aceite uma contagem de plaquetas inesperadamente baixa sem verificar a amostra, as informações do analisador e um esfregaço sanguíneo.
Uma abordagem estruturada ajuda a distinguir um problema pré-analítico ou relacionado ao EDTA de uma trombocitopenia genuína.
1. Comece com a amostra
Inspecione o tubo para verificar a presença de coágulos visíveis e avalie a qualidade da amostra. Punção venosa difícil, coleta lenta, volume insuficiente ou mistura inadequada podem permitir a formação de agregados de plaquetas e fibrina. Uma amostra coagulada ou parcialmente coagulada não é adequada para uma contagem precisa de plaquetas.
2. Analise o analisador
Verifique os indicadores de aglomerados plaquetários, histogramas, informações de dispersão e resultados anteriores. Considere se a contagem está de acordo com a apresentação clínica e se grandes agregados também podem afetar o resultado da contagem de leucócitos.
3. Examine o esfregaço de sangue.
Examine todo o esfregaço, incluindo a borda irregular e as margens laterais. Avalie a presença de aglomerados plaquetários, plaquetas gigantes, satelitismo, filamentos de fibrina, esquistócitos, blastos e outras anormalidades significativas.
4. Repita conforme necessário
Quando houver suspeita de aglomeração dependente de EDTA, solicite uma amostra de citrato devidamente preenchida e analise-a prontamente de acordo com o procedimento validado do laboratório. Confirme microscopicamente se a aglomeração se resolveu antes de liberar um resultado numérico.
pseudotrombocitopenia dependente de EDTA O EDTA pode expor epítopos da membrana plaquetária que permitem a agregação mediada por anticorpos in vitro. Isso ocorre no tubo de amostra e não reflete necessariamente a contagem de plaquetas circulantes. |
Relatando o resultado
Não relate trombocitopenia grave como genuína quando a agregação plaquetária significativa tornar o resultado não confiável. Trombocitopenia genuína e agregação podem coexistir ocasionalmente, portanto, a interpretação deve levar em consideração a contagem de plaquetas, resultados anteriores, contexto clínico e a repetição do exame.
Comentário sugerido para o laboratório
“Há presença de agregados plaquetários. A contagem automatizada de plaquetas pode apresentar um resultado falsamente reduzido. Favor enviar uma amostra de citrato coletada adequadamente para confirmação, de acordo com o procedimento do laboratório local.”
Pontos de aprendizagem
| 1 Confira a amostra | 2 Analisadores de revisão | 3 Examine o esfregaço de sangue. | 4 Repita em citrato quando indicado. |
A amostra de sangue coletada com EDTA de um paciente apresenta uma contagem de plaquetas de 41 × 10⁹/L. O analisador sinaliza a possibilidade de aglomerados plaquetários, e o esfregaço sanguíneo mostra agregados. Qual é a próxima etapa mais apropriada?
a) Informe imediatamente qualquer trombocitopenia grave.
b) Solicite uma amostra de citrato coletada corretamente e analise-a prontamente.
c) Emitir um resultado normal de plaquetas com base na estimativa do esfregaço.
d) Ignore os aglomerados e repita a contagem de EDTA no dia seguinte.
As respostas serão reveladas duas semanas após o lançamento — confira sua caixa de entrada, nossas redes sociais (LinkedIn / Facebook / X) ou a próxima edição.

Um paciente apresenta hemoglobina baixa, baixa contagem de eritrócitos, volume corpuscular médio normal, mas com contagem de plaquetas muito baixa. O esfregaço sanguíneo mostra a seguinte anormalidade nos eritrócitos e a presença ocasional de eritrócitos nucleados. Qual condição pode estar causando isso?
a) Trombocitopenia microangiopática em conjunto com anemia hemolítica microangiopática
b) Deficiência de ferro
c) Anemia megaloblástica
Resposta: a)
Numerosos esquistócitos e queratócitos estão presentes, causados pela fragmentação mecânica dos glóbulos vermelhos à medida que passam por microvasos parcialmente ocluídos. A baixa contagem de plaquetas ocorre devido ao consumo dessas células durante a formação de trombos microvasculares.

