A utilização da espectroscopia Raman para produzir imagens de materiais cujo contraste deriva de espécies químicas ou cristalográficas tem se mostrado bastante útil desde a introdução do microscópio Raman em 1976, mas particularmente, mais recentemente, com o desenvolvimento de instrumentos mais sensíveis e fáceis de usar. Quando as diversas espécies no campo de visão apresentam espectros com bandas analíticas não sobrepostas, uma análise univariada simples pode fornecer boas imagens. Quando há sobreposição de bandas, técnicas multivariadas, especialmente a MCR (Resolução de Curvas Multivariadas), têm sido aplicadas com sucesso. No entanto, existem casos em que mesmo os resultados da MCR podem ser problemáticos. Analisaremos alguns mapas de um compósito cerâmico contendo SiC, Si, B4C e carbono, onde cada uma dessas espécies possui espectros não únicos, para verificar que tipo de resultados um software flexível pode produzir. Qual é o objetivo deste tipo de exercício? Para alguns de nós, criar imagens é como um jogo de computador para adolescentes. Mas, na verdade, o que estamos tentando fazer é extrair informações sobre uma amostra a partir de sua imagem Raman. Uma bela representação gráfica é interessante, mas precisa fornecer informações úteis. A seguir, mostraremos como os mapas Raman podem fornecer informações valiosas sobre uma amostra.